Inspirado pelo publicação “Xama e atensão”, quero reforçar a importância de o idioma Esperanto tem para mim, e que acredito ter para a humanidade. E para quem não o conhece, recomendo a leitura do vocábulo Esperanto na Wikipédia em português.
Realmente a grafia e gramática de um idioma são convenções. E respeitar ou não estas convenções – muitas vezes arbitrárias e determinadas num passado remoto – é motivo de aceitação ou discriminação em diferentes graus.
Em Esperanto, todas as poucas regras do idioma são claras e objetivas. Não há ambigüidades, e não há exceções! A pronúncia deve ser sistematicamente obedecida com a pronúncia de todas as letras, que possuem um único som. A grafia das palavras referem-se a sua classe gramatical, facilitando a interpretação do texto e expressão do falante. Favorece, inclusive, a criação e adaptação de novas palavras e expressões.
Há muitas razões para a adesão do Esperanto. Além da que acabei de mencionar, existem outras tão importantes quanto. Muitos defendem o Esperanto à frente do chamado “problema lingüístico”, sendo umas das maiores faces desse problema o chamado imperialismo cultural, que encerra em si o favorecimento a poucos grupos lingüísticos, e a pouca praticidade da estrutura vigente de comunicação entre sujeitos sociais de línguas diferentes.
Vários estudiosos têm se debruçado sobre esses aspectos. Izabel Santiago levanta várias ocasiões históricas em que o custo de traduções alcança níveis questionáveis: “Nova Délhi, 1968. A Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento custou mais de 2 milhões de dólares, sendo que mais da metade disso foi gasto com o uso de apenas quatro línguas — tidas como predominantes. [...] só em 1976, por exemplo, em vez de serem investidos na alimentação das multidões de famintos, 700 mil dólares foram gastos para traduzir em seis línguas os relatórios sobre a fome mundial.” O psicólogo e ex-tradutor das Nações Unidas Claude Piron tem se dedicado à temática, abordando-a sob um ponto de vista psicológico a partir de vastíssimo material bibliográfico e documental, tratando a insistência no atual modelo de comunicação internacional como uma neurose. (Texto em itálico retirado da Wikipédia).
Por Dan Moser
Tags: Esperanto, Idiomas, Imperalismo Cultural, Línguas
Julho 18, 2008 às 2:02 pm |
[...] Nos dias atuais, a virtude está na capacidade de se comunicar com clareza e simplicidade, conquistando o maior número possível de interlocutores. A linguagem não deve ser um instrumento autoritário de poder, que afaste do debate quem não tenha a chave de acesso a um vocabulário desnecessariamente difícil. [Veja 'Esperanto'] [...]